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A indústria naval da Foz do Itajaí no caminho do futuro


Itajaí e Santa Catarina estão na rota de se tornar um polo mundial de tecnologia militar naval com a construção das fragatas da classe Tamandaré. É um novo momento para este setor tradicional na história da economia da região da Foz do Itajaí. Também é um marco para a nossa defesa naval, que renovará parte da frota que tem 40 anos de uso. As embarcações ajudarão a Marinha do Brasil a garantir a soberania do território nacional, defendendo a chamada Amazônia Azul, área da costa brasileira com mais de 5,7 mil quilômetros quadrados.


Estamos falando das embarcações mais avançadas desta categoria no mundo, com alta tecnologia, inovação e grande poder de fogo sendo construídas aqui em Itajaí. Responsável pela entrega das fragatas, o Consórcio Águas Azuis adquiriu o antigo Estaleiro Oceana para o projeto, agora rebatizado de Estaleiro Brasil Sul. A escolha por Itajaí e Santa Catarina não poderia ser mais acertada. A cidade tem no seu DNA a vocação para o mar e para a construção naval, além de oferecer profissionais treinados e uma cadeia de fornecedores estruturada para esta missão. Já Santa Catarina está entre os estados líderes de competitividade.


A construção das fragatas movimentará a cifra bilionária de R$ 9 bilhões nos próximos anos, com a estimativa de geração de dois mil empregos direitos – muitos deles para profissionais do futuro com alta qualificação – e mais seis mil postos de trabalho indiretos. Outra característica é a taxa de conteúdo local. A primeira fragata terá cerca de 30% de equipamentos e material nacionais. Esse índice subirá para 40% nas demais embarcações. Isso significa que veremos um avanço da cadeia de fornecedores para atender à nova demanda, fortalecendo ainda o nosso polo naval.


Na apresentação do cronograma para o Comando da Marinha no final de janeiro, o consórcio deu garantias de que está tudo dentro da previsão. O primeiro navio ficará pronto em 2025. Os demais serão entregues com o intervalo de um ano até 2028.


A grande oportunidade para a Foz do Itajaí, porém, é a obrigação de transferência de tecnologia em engenharia naval para a indústria regional, abrindo portas para futuros projetos de defesa. Será um impulso para que a indústria naval regional entre no mercado internacional de defesa, com produtos e serviços de alto valor agregado, inovação e tecnologia de ponta. No cenário atual de expansão dos gastos militares pelas nações, haverá espaço para a produção naval catarinense, em especial na América Latina e países em desenvolvimento.


Chegamos neste momento com muito trabalho e planejamento. O projeto do Estado “SC@2022 – Estado Máximo da Inovação”, que criamos e lideramos à frente da Secretaria de Estado Desenvolvimento Sustentável entre 2011 e 2014, garantiu que estivéssemos bem-preparados para receber este projeto. Posicionamos Santa Catarina de forma estratégica para receber investimentos.


Os primeiros passos foram dados pelos Centros Regionais de Inovação e pela BMW, cujo processo de atração nos ensinou muito sobre critérios rigorosos na tomada de decisão pelos principais investidores internacionais. Passados 10 anos, somos o Estado Número 1 em inovação no Brasil e uma das primeiras opções para grandes investimentos no país! Com o projeto do Consórcio Águas Azuis, a indústria naval de Foz do Itajaí está no caminho do futuro, trazendo inovação disruptiva, tecnologias avançadas e geração de renda e empregos para nossa gente!


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Imagem: Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON)

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